Eu venho das dunas brancas, onde eu queria ficar, deitando os olhos cansados, por onde a vida alcançar - Ednardo"
sábado, 10 de agosto de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
domingo, 16 de dezembro de 2012
CASA
Os retratos
guardam e vigiam
os teus passos,
Os retratos
guardam e vigiam
os teus passos,
e os gritos das crianças
correndo desenfreadas
em suas paredes ficaram registrados.
No vasto avarandado
as mesmas redes descansam
sob a prosa do crepúsculo
e janelas de um tempo adormecido
espiam um quintal lúdico
e seus arrabaldes...
E a solidão dos dias frios e chuvosos
sempre será compartilhada
por mãos trêmulas
que bordam agasalhos
suspiram saudades...
MÁRIO MASSARI
"Achados e guardados" - 2002
Tela: "Mulher costura na frente de sua casa", de Claude Joseph Bail (1862-1921)
correndo desenfreadas
em suas paredes ficaram registrados.
No vasto avarandado
as mesmas redes descansam
sob a prosa do crepúsculo
e janelas de um tempo adormecido
espiam um quintal lúdico
e seus arrabaldes...
E a solidão dos dias frios e chuvosos
sempre será compartilhada
por mãos trêmulas
que bordam agasalhos
suspiram saudades...
MÁRIO MASSARI
"Achados e guardados" - 2002
Tela: "Mulher costura na frente de sua casa", de Claude Joseph Bail (1862-1921)
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
CIGARRAS
Elas sempre fascinaram-me. Mas a minha admiração por esses seres cresceu ao conhecer o ciclo de vida.
Após o acasalamento o macho morre e a fêmea, após a postura dos ovos, também. Os ovos eclodem e os insetos jovens (ou ninfas) caem no chão e entram na terra onde vivem de 01 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes. Isso mesmo: de 01 a 17 anos. Depois desse período elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.
Já escrevi um conto sobre o tema “Antes que cheguem as cigarras” e um poema “Cristais” – presente no meu livro Beirais – 2007, que publico a seguir:
CRISTAIS
Anunciam com a chegada
O novo ciclo
Parodiando cristais
Tripudiando os moucos ouvidos
De desatentos ouvintes.
Não desafinam
E nem sequer se importam
Com a fama indevida
De boêmias incorrigíveis.
Antes, os criticos desdenham
Com a sinfonia que lança por terra
As intransponíveis muralhas
Dos que simulam indiferença.
E avessas ao silêncio
Cantam as cigarras o fado
Num agradecimento ao Supremo
Pelo muito que lhes é dado.
Elas sempre fascinaram-me. Mas a minha admiração por esses seres cresceu ao conhecer o ciclo de vida.
Após o acasalamento o macho morre e a fêmea, após a postura dos ovos, também. Os ovos eclodem e os insetos jovens (ou ninfas) caem no chão e entram na terra onde vivem de 01 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes. Isso mesmo: de 01 a 17 anos. Depois desse período elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.
Já escrevi um conto sobre o tema “Antes que cheguem as cigarras” e um poema “Cristais” – presente no meu livro Beirais – 2007, que publico a seguir:
CRISTAIS
Anunciam com a chegada
O novo ciclo
Parodiando cristais
Tripudiando os moucos ouvidos
De desatentos ouvintes.
Não desafinam
E nem sequer se importam
Com a fama indevida
De boêmias incorrigíveis.
Antes, os criticos desdenham
Com a sinfonia que lança por terra
As intransponíveis muralhas
Dos que simulam indiferença.
E avessas ao silêncio
Cantam as cigarras o fado
Num agradecimento ao Supremo
Pelo muito que lhes é dado.
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